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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Tales of Phantasia: Narikiri Dungeon X Review

Tales of Phantasia: Narikiri Dungeon X

Plataforma: PlayStation Portable [PSP]
Produtora: Bandai Namco (Namco Tales Studio)
Distribuidora: Bandai Namco
Gênero: JRPG
Data de Lançamento: 05/08/2010
Região: Japão


Por Dudu Rodrigues

Tales of Phantasia: Narikiri Dungeon X (Se pronuncia Tales of Phantasia: Narikiri Dungeon Cross) é um remake da versão para Game Boy Color, Tales of Phantasia: Narikiri Dungeon, lançado em 10 de Novembro de 2000.
Narikiri Dungeon é a primeira seqüencia da série Tales of, que foi originalmente lançada em 1995 para Super Nintendo, Tales of Phantasia, sendo considerado um dos maiores e mais surpreendentes games da época, além de trazer as primeiras dublagens para os consoles na versão Full Voice Edition's.



Prólogo

Em algum lugar em uma floresta, uma pequena fada, exausta de procurar por
seus companheiros, desmorona no chão. Ela parecia estar à procura de
amigos da mesma raça por anos, sem resultados, cansada demais para abrir seu
os olhos, ela desisti e perde os sentidos.
Quando recobra a consciência, ela se vê em uma sala com dois bebês
flutuando no ar, um espírito feminino chamado Norn aparece de repente
e diz à ela para cuidar dos gêmeos.
O nome da pequena fada é Etos. Ela diz que não sabe se irá aceitar.
Norn diz que eles são especiais, e dependendo da resposta de Etos, eles podem trazer a salvação ou a destruição do mundo.
Etos ainda está em dúvida sobre tudo. Norn começa a desaparecer e deixa as crianças aos cuidados da pequena fada.
Ela pensa em deixar ambos sozinhos, mas sua natureza maternal fala mais alto.
Quando os gêmeos(o garoto se chama Dio, e a menina Mel) já estão crescidos, eles decidem ir até a cidade de Valhalla, mas lá acontece uma fenômeno, fazendo com que a cidade seja invadida por monstros. Depois de lutarem, eles começam a achar que isso foi tudo culpa deles, e que é preciso fazer algo para salvar a todos. É aí que a verdadeira jornada começa: a busca pelos elementos mágicos.

Visual, som e sistema de batalha

ToP apresenta um visual em 3D, com personagens em 2D.
Tudo é muito bem modelado, tanto as dungeons(que são muitas), quanto as cidades.
Os personagens foram muito bem feitos, tanto que, apesar deles serem em 2D, eles possuem mais quadros do que muitos games em 3D, além da mudança de roupas, que fica visível nas lutas(quando se troca uma classe, o personagem muda de roupa, referente à ela).
Outro fator agradável é a trilha sonora.
A primeira coisa que vem na cabeça quando se escuta essa trilha sonora é "game clássico".
Cada cidade, cada dungeon, possui sua trilha única. Tudo para deixar a jornada empolgante.
O tema de abertura é Garasu no Hana (Glass Flower), cantado por Hanako Oku.


O sistema de combate é maior trunfo do game. Se existe uma palavra para expressá-lo, eu diria "insano".
Os combates são rápidos, é possível fazer combos monstruosos. Os inimigos são bastante balanceados, eles oferecem desafio na medida, sem frustrar o jogador com áreas impossíveis de passar pela dificuldade, mas também não são fracos.
Manter um bom nível é a chave para não passar por apertos.
Outra coisa que se deve ressaltar sobre o sistema de batalhas:
Como eu tinha dito, é possível mudar de classe, mas isso só é feito pelos dois gêmeos protagonistas.
Existem diversas, como knight, Gunner, Witch, Samurai, Shinobi, Axer, Priest, entre outras.
Cada uma tem vantagens e desvantagens em relação a certo inimigos. Se você entrar em um lugar onde os inimigos usam mais ataques físicos, é necessário usar classes onde possuam mais resistência.
O segredo é o balanceamento das habilidades. Se Dio for um Knight e Mel uma Priest, ficará fácil passar por certos lugares, pois enquanto um usa combate físico, o outro dará suporte, tanto com mágicas da ataque, quanto na cura do grupo.

Os chefes de ToP proporcionam muitos desafios, na verdade eles são o maior desafio.
Alguns deles se tornam extremamente "apelões" depois de perderem meia barra de HP, deixando o grupo no vermelho(mal de vida) em poucos ataques.

O game tem poucos puzzles, e o que faz a gente "travar" neles, não é a dificuldade, e sim a barreira lingüística.
Tive problemas em alguns deles, mas depois de umas pesquisadas em sites Americanos, consegui me destravar.
É complicado chegar uma porta trancada e ter que descobrir como abrir lendo uma frase escrita em uma pedra, mas tudo em japonês. Realmente, é um desafio a mais.


Conclusão

Pra fechar meu Review, devo dizer que o final é muito emocionante, digno de um game da série Tales of.
Depois do término do jogo, é possível explorar lugares extras, além de poder usar pontos para "sair" com quase tudo que tinha no final do jogo anterior, ou seja, um New Game +, por exemplo.
Tales of Phantasia Narikiri Dungeon X não tem data para sair no Ocidente(o mais provável é que não saia); esse é um dos motivos que me fez jogar a versão japonesa, e digo que se você for fã, não irá se arrepender.

AVALIAÇÃO FINAL: 8,0

Obs:
Este Review foi escrito por mim no dia 29/08/2010, pouco tempos depois do lançamento oficial.

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